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riscos_e_rabiscos

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A vida continua.

Continuo ainda muito abalada e a tentar colar os cacos. Mas não tenho forma de agradecer a todos aqueles que se têm preocupado comigo, que me têm dado alento e que me alimentam a Esperança.
O fim de semana foi mais leve, a presença do N. teve um efeito paliativo e de conforto. Apesar dos pesadelos e das palavras que ouvi, de vez em quando, me invadirem a mente.
Começa uma nova semana e um novo recomeçar para mim. Está na altura de tratar do que é preciso, deitar fora o que é superfluo, limpar o computadr do que está a mais e, assim, eliminar o que me está a fazer mal neste momento.
E para começar, tomar um comprimido para a forte dor de cabeça com que acordei e que me está a incapacitar de fazer aquilo que é preciso.

Extenuada.

Extenuada mais psicologicamente do que fisicamente. A vida não me dá tréguas. São acontecimentos negativos atrás de acontecimentos negativos. Para quando um raio de sol na minha vida?

 

Há um ano atrás, a minha vida estava um caos. Acontecimentos da vida de outros que se enlearam e embaraçaram na minha vida, e dos quais quase não consegui desatar os nós, e que a muito custo voltei a enrolar nos novelos de vida a que pertenciam.

Entrou 2011, e por uns tempos, instalou-se um clima de "paz ilusória", de calma aparente. Até que o meio do ano chegou.

 

Foi o reiniciar de situações calamitosas sucessivas. Muitas. Fui aguentando, continuo a aguentar. Sempre na esperança que o dia de amanhã seja melhor do que o dia de hoje, Mas parece que esse dia de amanhã nunca chega. Parece que as as coisas boas não me conseguem encontrar, ver onde eu estou, encarrilhar no meu caminho, florear o meu destino.

 

Há tanto tempo que não vejo/sinto uma coisa boa acontecer-me. Sabem aquelas coisas boas que nos fazem inchar de felicidade, perder o fôlego, sentir plenos? Aquelas coisas boas que nos dão ânimo e alento à vida, que nos incentivam e motivam a seguir em frente. Aquelas coisas que nos renovam a energia e nos fazem pensar que afinal vale a pena. Às vezes penso que essas coisas não me estão destinadas.

 

Continuo a viver na esperança. Na esperança que os meus problemas desapareçam, na esperança que as coisas negativas comecem a não invadir a minha vida, na esperança que as pessoas deixem de ser mesquinhas por coisas sem importância e que não me contemplem com mais esse problema, na esperança de ter tranquilidade e paz, na esperança de sobreviver a esta crise que todos os dias me afunda mais um pouco.

Continuo a ter a esperança que 2012 seja um ano de esperança, de vida melhor, de mais amor e carinho, de menos problemas e mais sorrisos. Continuo com esperança.

 

Mas até lá, sinto-me extenuada.

 

Altos e Baixos.

Comecei a semana a cem à hora. E com a pressa e a "aceleração", os nervos também apareceram. Mal acordei na segunda-feira, foi começar a fazer imensas coisas a velocidade cruzeiro. Várias solicitações ao mesmo tempo e eu a ter de "esticar" para todos os lados.

 

A semana toda continuou assim: acelerada e com bastantes coisas a fazer. Não me queixo do trabalho porque gosto de trabalhar. Gosto de fazer as coisas que faço. Gosto de fazer as coisas relacionadas com as minhas aulas, gosto de fazer o meu artesanato, gosto de me dedicar as estas coisas que me dão prazer.

 

E com o fim-de-semana à porta e a semana no fim, conforme o dia tem vindo a terminar, uma angústia tem-se vindo a instalar cá dentro, no meu âmago, Não sei explicar o porquê. Não me aconteceu nada de especial e concreto para me sentir assim. Mas sinto. Angiustiada e com uma leve dor de cabeça latente.

 

Será esta angústia motivada pelos erros dos outros que depois também sobram pra mim? e com isto eu não quero de dizer que não erro. Erro tanto como qualquer outro ser humano. 

Será pela minha questão financeira, que não consigue dar-me paz e deescanso mas sim uma preocupação constante e uma tentativa esforçada de não me deixar cair no redemoinho do pânico?

Será por sentir que nunca se lembram de mim para participar nas atividades lúdicas da escola porque "não estou presente nas reuniões" (palavras de uma colega) marcadas para este efeito?

 

O motivo concreto não o sei, não o consigo identificar neste mar de preocupações que é a minha vida. A verdade é que me sinto assim: angustiada, "sem nada", vazia.

Um vazio.

 

Há dias que nos sentimos assim: vazios. Como se nos tivessem roubado um bocado de nós, como se nos estivessem escavado um buraco nas nossas entranhas.

No fundo sabemos que aquela notícia que tanto nos assusta, está a um passo de ser proferida. Mas só cremos que ela é real quando proferida, verbalizada.

São as palavras que as transformam em realidade.

Há uma réstia de esperança que nos faz ficar suspensos no vazio, sem saber se caimos como uma maçã madura de uma macieira frondosa ou se nos elevamos qual balão de criança solto pelo ar...

A verdade... só o tempo a trará.

Problemas de Expressão

 

Tenho vontade de escrever mas sinto-me inábil para o fazer. Penso muito, reflicto bastante e observo ainda mais…

Os temas de escrita pululam como folhas ao vento.

Contudo, sempre que junto a caneta ao papel, não gosto das palavras que se desenham na brancura da folha, não gosto da sua aliança, nem do sentido que evocam.

 

As ideias parecem ter adquirido vida própria e são elas que traçam o rumo que mais lhes apetece. Não sou eu que as conduzo mas sim elas que definem qual o caminho a percorrer. E por mais caminhos que vagueiem, o ponto de chegada é sempre o mesmo: o velho cais das emoções.

 

Não me apetece retratar o velho cais, nem tampouco pincelar a sua paisagem de tons pastéis. Jazem aí pequenos seixos da minha vida que, depois de terem saltitado à superfície da água, se deixaram afundar calmamente, em repouso.

Alguns foram arrastados, sem paradeiro, pelas correntes do rio; outros permanecem indeléveis na obscuridade do fundo do rio, suportando as correntes, aperfeiçoando a sua forma com a passagem da água.

 

Agora é tempo de apreciar e usufruir o despontar daquele belo raio de sol que, timidamente, procura o seu caminho por entre a neblina ténue e fresca. Acolhê-lo como ao nascimento de uma criança e esperar que o seu calor nos abrace e ilumine o percurso.

 

Porque Me Apeteceu...

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
o antes, o agora e o depois

 

por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
só abro pra você mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?

Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?


 

 

No Natal Ninguém Leva a Mal...

 

 

Confirma-se! O Natal afecta mesmo as pessoas. O espírito natalício afecta nã0 só o coração mas também a cabeça e restantes membros do corpo.

É insuportável andar às compras nestes dias. embora já tivesse comprado tudo de que necessitava, precisava daquelas coisas do dia-a-dia. Por isso, vá de ir ao supermercado.

Nestes dias, uma ida ao supermercado é uma autêntica aventura. Há vários desafios a enfrentar: a busca do cesto das compras desocupado; desvio de obstáculos - entenda-se pessoas (há pessoas que vão literalmente passear para supermercados atulhados de gente) - em movimento lento; corrida ao último objecto da espécie; teste de resistência à paciência (de espera na fila).

Entramos no supermercado e não há como levar as compras pois cestos e carrinhos foram extintos momentaneamente. Resmas, gingabaites de pessoas, ou seja, todas as pessoas da zona estão ali, naquele supermercado a fazer compras naquela hora. Depois há aquelas pessoas que andam a passear pelos corredores, de malinha às costas, sem compras e mais lentas que um caracol. Mas o pior de tudo é que entopem os corredores e não deixam ninguém passar!

As prateleiras praticamente vazias, são um verdadeiro incentivo à pratica de desporto, nomeadamente de luta livre. Só existe um exemplar do brinquedo da moda. é visto por duas pessoas que desatam a correr em direcção e ele. Quem for mais rápido tem a recompensa de o levar para casa. Só não contavam ser os dois tão rápidos e aquilo dá direito a enxovalho, nomeações, arranhadelas, dentes partidos e puxões de cabelos. Ao chegar à caixa, o vencedor verifica que o brinquedo está danificado.

Depois há as filas infindáveis para pagar. Até dá para nos evadirmos dali... Podemos imaginar que a fila é a Grande Muralha da China e nós estamos lá sentados a apanhar um solzinho na cara e a beber saqué. Só somos despertados pelos gritos esganiçados de alguém que reclama com outrém que passou à frente para perguntar algo à empregada da caixa.

Do outro lado, ouve-se a mesma converseta repetidas vezes vinda de um velho que se infiltra na fila com a desculpa que tem o direito de passar à frente, e que reclama com quem realmente tem acesso prioritário.

 

Que  espírito natalício será este, que desencadeia os instintos mais primários do ser humano e sentimentos negativos? Será o espectro do consumismo, mascarado de espírito natalício que deturpa os sentimentos nobres por que este é caracterizado? Ou sou eu que estou para aqui a divagar com os neurónios a piscar, qual luzinhas de Natal?

Desapontamentos...

                                    

 

Não estou a gostar de dar aulas no colégio…

Não estou a gostar do excesso de confiança dada aos alunos (praxe do colégio)…

Não estou a gostar de não ter intervalos durante as aulas…

Não estou a gostar das atitudes e comportamentos de alguns alunos…

Não estou a gostar de alguns encarregados de educação…

Não estou a gostar que entrem pela minha aula adentro, interrompendo tudo…

Não estou a gostar do elevado número de alunos por turma…

Não estou a gostar das salas serem espaços exíguos para tantos alunos…

Não estou a gostar de ter de me armar em má…

Não estou a gostar da desmotivação que estou a sentir…

Não estou a gostar do curto ordenado que estou a receber…

Não estou a gostar  de não ter espaço na sala para a minha disciplina…

Não estou a gostar das minhas expectativas iniciais estarem a ser defraudadas…

Não estou a gostar de não estar a conseguir contornar esta situação…

Não estou a gostar de não me apetecer ir para a escola (não é normal…)…

Não estou a gostar de estar com a pieira provocada pela minha alergia…

Não estou a gostar de me sentir doente e fragilizada…

Não estou a gostar…